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Moradores interditam a BR-316, em Ananindeua

06:51
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Moradores do conjunto Bem Viver,Aurá e outros bairros de Ananindeua interditaram parcialmente a rodovia BR-316, em frente ao Hospital Anita Gerosa em protesto pela não entrega das chaves das casas do "Minha Casa Minha Vida"  que seriam entregues no sábado (10).
Os manifestantes dizem que só deixam o local após a chegada de algum representante da Prefeitura de Ananindeua, pois caso não apareçam, prometem interditar toda a rodovia BR-316 por tempo indeterminado.
De acordo com uma das manifestantes, Erika Siqueira, a construtora disse que o empreendimento já está pronto e que as chaves estão lá, mas ninguém realiza a entrega. "Já fomos até a Prefeitura e não nos dão resposta, não nos recebem dizem que é com a Caixa Econômica, já fomos até lá e disseram que era com a Secretaria de Urbanismo de Ananindeua. Ficamos nesse "jogo de empurra". Muitos de nós vivemos de aluguel e há gente que já foi despejado de seu imóvel.Ninguém conversa com a gente e não dão previsão de quando serão entregues os imóveis.Queremos uma resposta", disse Erika. 

Os moradores já haviam interditado a rodovia BR-316 na entrada da Alça Viária no último sábado (10), mas não obtiveram respostas.
Trânsito
O trânsito na rodovia flui intenso. Agentes da  Polícia Rodoviária Federal (PRF) já estão no local para monitorar e orientar condutores e pedestres.

Jogador de 16 anos é morto em Belém; testemunhas acusam grupo de extermínio

05:27
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Um jogador de 16 anos foi assassinado a tiros na frente da casa dos tios quando voltava de uma partida de futebol na última sexta-feira, em Belém. A família e testemunhas dizem que o meia-atacante Kayo Nixon Gomes Vilas foi morto por homens armados e encapuzados que perseguiam um suposto criminoso, bastante conhecido no bairro da Pedreira, periferia da capital paraense.
O rapaz perseguido conseguiu escapar, mas os homens atiraram em Kayo, sem chance de defesa, dizem seus amigos. "Não foi 'por engano', como estão dizendo aí", afirmou o promotor de eventos Pedro Castro, 21 anos, que tinha jogado bola com Kayo e voltava com ele para casa. "Os mascarados atiraram nele por crueldade, porque ele repetia que era inocente, que não tinha feito nada."
De acordo com uma testemunha, logo depois dos disparos os atiradores admitiram que haviam se enganado e matado uma pessoa diferente do homem que estavam perseguindo.
Kayo, descrito pelos que o conheceram com um garoto gentil, inteligente, "sem nenhum problema com a polícia" e "sem nunca ter nem repetido de ano", estava havia cinco meses na categoria sub-17 do Remo. Dos 13 anos aos 15, ele atuou pela base do Paysandu.
"Eu estava a 150 metros do local [onde tudo aconteceu]", contou Nixon Vilas, pai do jogador. "Meu filho sempre fugia de tudo, mas nesse dia se escondeu atrás de um monte de areia e os caras pegaram ele lá."
André Cavalcante, o presidente do Remo, acompanhou o velório do jogador e se colocou à disposição da família. "Eles estão com muito medo porque quem fez isso foi uma milícia que tem ali na região, um grupo de extermínio conhecido por tentar fazer justiça com as próprias mãos", disse o cartola.
Testemunhas disseram, sem se identificar por medo de represálias, que esses grupos são formados por "uma mistura de tudo", por "vagabundo, polícia e traficante".
Apesar da suspeita dos familiares e de seus vizinhos, os delegados que investigam o caso dizem ser prematuro apontar suspeitos ainda nos primeiros dias do inquérito. "Uma das linhas de investigação", afirmou o delegado Fabio Veloso, "é que ele pode ter sido vítima de milicianos, mas pode ser que essa seja uma desculpa usada por alguém que queria realmente ceifar a vida do adolescente."
Veloso, porém, destacou que o jovem aparentemente não tinha nenhum problema com a lei nem envolvimento com grupos criminosos. O delegado também disse que nada foi levado, o que seria um indício de um "crime de execução".
Kayo não tinha sido convocado para o jogo do Remo no sábado, contra a Tuna Luso. Seus colegas, concentrados desde sexta à noite, só souberam da morte após a partida, vencida pelo Remo por 5 a 1. Após uma oração, em vez de gritarem "1, 2, 3 Leão!", gritaram "1, 2, 3 Kayo!"

Grupos de extermínio vieram à tona após chacina por vingança

A atuação sistemática de grupos de extermínio na cidade veio à tona há exatamente dois anos, quando um grupo formado por policiais e ex-policiais militares causou a morte de ao menos dez pessoas na periferia de Belém. A chacina, comprovou-se depois, foi uma vingança pela morte de um popular cabo da PM, assassinado horas antes.
Uma comissão parlamentar de inquérito atuando na assembleia estadual descobriu que havia ao menos três grupos de extermínio atuando na cidade. As páginas policiais de jornais de Belém eventualmente mostram assassinatos de supostos criminosos, cometidos por homens encapuzados pilotando um "carro preto ou prata" com vidros com película escura.

Pescadores temem que garimpo esteja poluindo rio do sudeste do Pará

05:20
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Pescadores de São Félix do Xingu estão preocupados com a cor barrenta da água do rio Fresco, no sudeste do Pará. Eles suspeitam que o rio esteja sendo poluído pela atividade garimpeira clandestina nas regiões de Tucumã e Ourilândia do Norte, onde também passa o curso do rio.
Os garimpos da região funcionam nas margens do rio Branco que desemboca no rio Fresco. É por esse caminho que estariam indo os produtos químicos usados para extração do ouro, como cianeto e mercúrio. Imagens compravam a mudança do rio de antes para os dias de hoje.


Quem vivia da pesca na região reclama dos prejuízos. “Moro aqui há 26 anos, quando cheguei a água era muito limpa, uma maravilha para banhar e hoje está desse jeito”, comenta o pescador Leônidas Maranhão. “O que a gente quer é que tomem providência disso, a gente tem criança pequena, tem neto, peixe não tem mais, o que nós vamos fazer”, questiona o pescador Valdinar Neves.
A Secretaria Estadual de Meio Ambiente garante que no mês de setembro deste ano esteve na região fazendo uma fiscalização e que os danos causados aos rios e fauna aquática ainda estão sendo analisados.
"Foi uma operação conjunta que resultou em autos de infração embargo dessas áreas e interdição dessa atividades que estavam sem licença. Principalmente porque o garimpo acaba tendo, por conta da peculiaridade da atividade, um efeito danoso, não só na área de extração mas tbm no curso hídrico que passa nas proximidades. Então geraram autos de infração, relatórios de fiscalização, multas aplicadas, interditos e embargos em áreas que eram passíveis de licenciamento mas estavam sendo executadas sem licença ambiental", explicou o Thales Belo, titular da Semas.
Para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) o impacto é desastroso e difícil de ser reparado. A principal ameaça são as balsas garimpos que atuam de forma itinerante nos rios, de acordo com o instituto.
"Geralmente o que acontece com essas situações de garimpo é que você tem um impacto imediato, que é essa poluição extrema das águas do rio, que leva a contaminação da água utilizada por todo mundo, pela fauna, flora e seres humanos. Mas a longo prazo, pode haver a deposição de metais pesados o que pode inviavbilizar a utilização desse rio por longos periodos", afirma Leando Aranha, chefe de atividades técnicas do Ibama.

 
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